Sou formada em marketing e atuo na área há alguns anos. O que mais tenho observado, entre profissionais do ramo, são os gatilhos mentais usados para despertar desejo e urgência em torno de produtos e serviços que, à primeira vista, parecem simples e fáceis de adquirir.
Mas, quando surgem problemas, o que era “facilidade” se transforma em cansaço e exaustão na tentativa de resolver o que era pra ser prático.
É frustrante!
Ainda bem que hoje trabalho com pessoas que entendem o peso de cada vírgula quando o assunto é vender algo. Penso que não só quem vende, mas também quem consome, deveria analisar com atenção suas decisões — porque muitas vezes acabamos comprando o que não precisamos, apenas influenciadas pelos gatilhos de venda.
E no final, vem o pensamento:
“Eu não precisava disso… e agora estou encurralada, sem conseguir resolver o problema.”
Será que estamos realmente conscientes das nossas escolhas?
Compramos porque precisamos, ou porque queremos mostrar que temos algo?
Será que não estamos sendo pressionadas, de forma sutil, a desejar o que nunca foi essencial?
É isso, prometem facilidade e a gente cai.
