A fase adulta chega para todos e, com ela, as responsabilidades e os deveres chatos. Com isso, também chega aquele momento da vida em que abrimos mão de muitas coisas que nos faziam sorrir.

Nossa verdadeira essência acaba morrendo aos poucos, pois a maior parte do nosso tempo é preenchida por trabalho, estudos, tarefas de casa, rotina maternal, conjugal e por aí vai…

Percebem isso?

É muito fácil se tornar um ser humano chato e pouco amável, é fácil se tornar alguém sem felicidade, que apenas acha que vive feliz e também fácil se tornar irritado, pois tudo o que se faz é por obrigação.

Minha pergunta é: precisamos nos tornar um adulto chato?

Será que não existe nem 30 minutos diários para algo que nos faça feliz?

Será que não podemos ser completamente maduros e responsáveis e, ainda assim, manter vivo o que nos fazia sorrir quando éramos crianças ou adolescentes?

Aqui em casa, tenho alguns hobbies. Amo ficar sozinha, ouvir minhas músicas, assistir a séries, pintar um quadro de vez em quando ou mexer com argila. De tudo isso, percebi que ficar sozinha e escutar música é primordial para mim; preciso disso todos os dias para ser feliz.

Meu marido, por outro lado, para se esvaziar da rotina cansativa, precisa ver uma peça de teatro sozinho, jogar videogame ou simplesmente somar mais um item à sua coleção de videogames para alimentar a criança interior dele.

Precisamos alimentar nossa essência, nossa criança interior, senão mataremos nossa alma e viveremos até o último dia como robôs programados. Não perca sua essência!

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